quinta-feira, 15 de março de 2018

Melhor Atriz #9 - 2015


2015 foi um ano que começou com a promessa das prévias vencedoras de atriz, quase que em totalidade, serem indicadas no ano. Sandra Bullock era uma ''gerente de crises'' em ''Our Brand is Crisis'', Meryl Streep era uma rockeira voltando a sua família em ''Ricki and the Flash'', Jennifer Lawrence era a criadora do Mop em ''Joy'', Cate Blanchett era uma lésbica no novo filme de Todd Haynes, e Julianne Moore era uma lésbica em estado terminal em ''Freeheld''. No fim das contas, os filmes de Bullock e Moore foram bombas e o de Streep morreu pouco depois do lançamento de agosto. Blanchett e Lawrence acabaram entrando, a última por pouco, mas se viram como ''fillers'' da categoria.

Brie Larson acabou ganhando muita tração pelo amor ao filme, assim como ao personagem, e recebeu muitos elogios da crítica, gerando aquele aspecto de ''new it girl''. Charlotte Rampling foi uma surpresa nada surpreendente, e mesmo sendo esnobada de tudo, era prevista para ser indicada devido a falta de concorrência. Esse também foi o ano da volta por completo de Saoirse Ronan no ''coming of age'' belíssimo que foi ''Brooklyn''. E para firmar 2015 como um ano bem morno entre as competidoras do Oscar da categoria principal, as principais alternativas para a categoria (Rooney Mara em ''Carol'' e Alicia Vikander em ''A Garota Dinamarquesa'') foram fraudulentamente submetidas, e aceitas, como ''atrizes coadjuvantes''. Meu ranking pessoal ficou assim:

domingo, 11 de março de 2018

Melhor Atriz #8 - 1976



A corrida de 1976 foi uma considerável barbada para a vitória de Faye Dunaway. O seu filme (Rede de Intrigas) era um dos grandes e mais badalados da noite, muitos esperavam até a vitória nas duas categorias principais. A atriz já vinha de duas indicações por filmes lendários, e era dada como certa a vitória de Dunaway por uma atuação altamente aclamada. Liv Ullmann começou a temporada como a ''critics darling'', mas mesmo com o nome de Ingmar Bergman atrelado e uma prévia indicação ao Oscar, a atriz não foi capaz de quebrar a barreira linguística e o tamanho de seu filme contra o poder do filme de Dunaway, sucumbindo assim já na premiação televisiva que antigamente previa muito mais o Oscar, o Globo de Ouro.

A novata Sissy Spacek teve um grande ''push'' da crítica, e mesmo fazendo filme de gênero e sendo tão novinha, acabou abocanhando uma indicação por uma das personagens mais icônicas que já estiveram na seleção de ''Melhor Atriz''. Talia Shire é um dos primeiros casos de coadjuvante não se contentando com um Oscar certo e indo de protagonista, apenas para perder o careca dourado e fazer cara de bunda em plena televisão mundial. Embora, muitos afirmem que ela foi a runner-up daquela edição, graças a fortíssima campanha de ''Rocky''. Fechando o top 5 se encontra a francesa Marie-Christine Barrault em uma indicação totalmente surpresa na comédia romântica ''Primo, Prima''.

Dentre as esnobadas do ano, a mais comentada foi mesmo Barbra Streisand em ''A Star is Born''. O filme, já um segundo remake, tinha gerado indicações pra suas estrelas anteriores (Janet Gaynor, Judy Garland), mas mesmo com todo o dinheiro que o filme fez (que não foi pouco), a rapa no Globo de Ouro e a campanha pesadérrima da Warner Bros, não deu pra Miss Streisand e ela foi preterida por uma francesa saída do nada. Claro que a recepção mista do filme ajudou muito a essa não indicação, mas que Streisand ainda é um pouco ressentida dessa esnobada, disso não tenha dúvidas.

Abaixo, meu ranking pessoal:

sábado, 3 de março de 2018

Melhor Atriz #7 - 2017


Vocês lembram quando a corrida de atriz desse ano consistia em Jennifer Lawrence na nova versão de ''Quem tem Medo de Virginia Woolf?'' que acabou sendo ''Mãe!'', em Annette Bening quase certa fazendo uma vencedora do Oscar em ''Film Stars Don't Die in Liverpool'' e Kate Winslet podendo vencer um novo Oscar no drama de Woody Allen, ''Roda Gigante''? Sim, eu também lembro e consigo rir disso. No fim das contas, as indicadas foram uma jovem fazendo um ''coming of age'', uma muda em um filme de fantasia, uma patinadora no gelo em uma comédia, uma mãe buscando justiça pela filha morta, e Meryl Streep.

Frances McDormand ganhou todos os prêmios prévios e deve se sagrar campeã nesse domingo, será seu segundo Oscar e poucos previam que a atriz fosse entrar nesse clube de atores, mas é o que deve acontecer. Caso, por um pane na matriz, ela venha a ser derrotada, seria de Sally Hawkins a vitória. A britânica está em sua segunda indicação, no maior filme da noite e foi a queridinha da crítica. Saoirse Ronan será, provavelmente, o terceiro lugar da corrida. A jovem tem apenas 23 anos, mas essa já é sua terceira indicação. Margot Robbie se viu, injustamente, ofuscada por Allison Janney nos prêmios televisados e mesmo sendo a que tem mais o perfil atual da categoria, deve ser o quarto lugar desse ano. Meryl Streep vem selando a categoria em último lugar, mas dessa vez a indicação foi merecida.

Entre as que ficaram pelo caminho estão a já citada Bening, Judi Dench em ''Victoria e Abdul'', e Jessica Chastain em ''Molly's Game''. E, independente disso, é bom deixar claro o quão incrível essa seleção acabou sendo, a melhor da década, sem dúvidas. Abaixo, meu ranking:

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Melhor Atriz #6 - 2008


A corrida de 2008 foi uma das mais bizarras que acompanhei. Tudo porque era certo que Kate Winslet iria vencer um Oscar por ''O Leitor''... só que em coadjuvante! Porém, a força do filme no BAFTA e Oscar acabou fazendo com que a britânica levasse o prêmio principal, mesmo tendo ganho o Critics Choice, Globo de Ouro e o SAG na categoria de coadjuvante. Houve uma campanha fortíssima dos Weinsteins para o filme de Daldry, quem acompanhou aquela corrida deve lembrar da fatídica capa da TIME com Winslet na capa escrito ''Best Actress'', ali a gente sabia o quanto todos os envolvidos queriam aquele prêmio, que no final foi obtido.

Sem Winslet na corrida, o Oscar daquele ano teria ido ou para Meryl Streep em ''Dúvida'', já vivendo seu momento ''overdue pelo terceiro Oscar'' e vitoriosa no SAG ou Anne Hathaway na performance que eleveu seu status de ''queridinha'' para ''atriz séria'' em ''O Casamento de Rachel''. Creio que a vitória de Streep seria mais provável, e seria um erro. Angelina Jolie foi a ''filler nominee'' do ano pelo drama novelístico de Clint Eastwood, ''A Troca'', após a esnobada um ano antes, sua indicação era certa. A última vaga acabou indo para a então, basicamente desconhecida, Melissa Leo no pequeno grande filme que é ''Rio Congelado''. Leo é aquele tipo de performance em filmes que ninguém assiste, mas é tão bom que a Academia surpreendentemente abraça. 

Entre as esnobadas do ano, as duas mais sentidas foram Sally Hawkins em ''Simplesmente Feliz'' e Kristin Scott Thomas em ''Há Tanto Tempo que te Amo''. A primeira foi a grande queridinha da crítica do ano, vencendo a trifecta da mesma (Los Angeles, New York e o National Society) e o Globo de Ouro de Atriz em Comédia/Musical, já a segunda ensaiou uma segunda indicação após indicações ao Globo de Ouro e BAFTA. Para a nossa tristeza, ambas foram deixadas de lado. Abaixo, meu ranking pessoal:

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Melhor Atriz #5 - 1988



O ano de 88 foi marcado pela primeira das duas vitórias de Jodie Foster, a primeira mulher indicada enquanto criança e também adulta (recorde que a mesma divide hoje com Saoirse Ronan) em um filme que envolvia uma temática (estupro) tão polêmica que para muitos foi o fator primordial para a vitória da mesma, visto que esse foi um dos primeiros filmes a mostrar o assunto de forma tão gráfica.

Esse também foi o ano que indicaram Glenn Close por ''Ligações Perigosas'', uma das performances mais elogiadas e influentes do cinema americano, muitos se perguntam o porque da derrota de Close e alguns afirmam que ela foi o segundo lugar daquela corrida, mas o que a maioria não sabe é que a co-favorita do ano era Melanie Griffith no sucesso de bilheteria ''Uma Secretária do Futuro''. Embora tenha participado do histórico/único empate triplo do Globo de Ouro, Sigourney Weaver figurou naquele ano por todos acharem que ela venceria em coadj. pela sua performance em ''Secretária do Futuro''. Fechando a categoria estava Meryl Streep que desde aquela época já provava o quão amada era ao entrar por um filme que ninguém viu, e que até hoje é sua menor bilheteria dentre suas indicações.

Shirley MacLaine em ''Madame Sousatzka'' foi a esnobada do ano, vitoriosa em Veneza e também ganhadora do empate triplo no Globo de Ouro, essa foi a primeira atuação louvada de MacLaine após a sua tão esperada vitória, mas ao que parece os votantes já tinham seguido em frente e preferiram não indicá-la. Abaixo, meu ranking pessoal do ano:

sábado, 17 de fevereiro de 2018

''Melhor Atriz'' #4 - 1996


A corrida de 1996 foi marcada pela briga entre duas atrizes: Frances McDormand e Brenda Blethyn. Os dois filmes das respectivas atrizes aconteceram fortes no Oscar, figurando nas principais categorias da noite. McDormand e Blethyn dividiram poderosos prêmios da crítica, Frances venceu o SAG, mas Brenda ganhou o Globo de Ouro (que preferiu premiar Madonna à McDormand, sim!), e viria a ganhar um BAFTA que pré-2000 não era tão importante.

Quem iria sair vencedora na grande noite? A musa do Coen ou a de Leigh? Até a abertura do envelope muitos se dividiram, mas acabou dando mesmo Frances McDormand. Interessante notar que esse deve ter sido o único ano que os vencedores de Melhor Ator e Atriz não aparecem em seus filmes desde o começo, visto que demora quase meia hora para Marge aparecer em ''Fargo''. As demais indicadas incluem uma fraudulenta Kristin Scott Thomas, uma decente Diane Keaton e a soberba e queridinha da crítica Emily Watson.

Dentre as esnobadas destacam-se uma surpreendente Courtney Love em ''O Povo Contra Larry Flynt'', que foi deixada de lado por fazer campanha como protagonista sendo que como coadjuvante poderia até ter vencido o Oscar, uma das pouquíssima esnobadas de Meryl Streep em ''As Filhas de Marvin'' e também Debbie Reynolds, que eu não assisti, como uma mãe bem louca em ''Mãe é Mãe''. As más línguas falariam que Madonna foi esnobada em ''Evita'', mas Patti LuPone e os fãs da Broadway chamariam de ''justiça divina''. Abaixo, meu ranking pessoal do ano:

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

''Melhor Atriz'' #3 - 2014


Em 2014, vimos a consagração de uma das maiores atrizes do cinema contemporâneo, mesmo que pra isso tenhamos que aceitar que o mesmo ocorreu por um exemplo claro de ''vitória pela carreira''. Julianne Moore acabou sendo uma barbada desde o momento que o filme foi visto no festival de Toronto e comprado pela famosa Sony Picture Classics, pra completar o ano não gerou nenhuma concorrência. Interessante notar que Amy Adams, favorita virtual do início do ano, conseguiu sua primeira esnobada por ''Big Eyes'' de Tim Burton e Jennifer Aniston quase cruzou a barreira de ''queridinha do público'' para ''Oscar nominee'' com ''Cake'', mas ambas caíram pra uma indicação para lá de surpresa e merecida: a francesa Marion Cotillard chamou a atenção de todos apósao colocar a crítica americana de 4, e roubou a vaga das americanas em seus projetos ''cara de Oscar''.

Abaixo, a lista: