Esse blog acabou se tornando um baú de opiniões sobre premiações. Focando, especialmente, em corridas de Melhor Atriz do Oscar e, recentemente, do Emmy.
terça-feira, 22 de junho de 2021
Emmy - Melhor Atriz Coadj. Comédia 1999 - Aquele em que Lisa Kudrow Perdeu!
segunda-feira, 21 de junho de 2021
Emmy - Melhor Atriz Comédia 1999: Mad About HER!
sexta-feira, 18 de junho de 2021
Emmy - Melhor Atriz Coadjuvante em Drama 2007: Ligeiramente Vencedora
quinta-feira, 17 de junho de 2021
Emmy - Melhor Atriz Drama 2007: Irmãos & Irmãs & A Noviça Voadora
domingo, 6 de junho de 2021
Emmy - Melhor Atriz Coadjuvante em Drama 2010: Um belo de um upset!
A categoria de Atriz Coadj. em Drama no ano de 2010 foi bem evento. O Emmy, de forma inesperada, deu um tapão em quase todas as indicadas anteriores. A terceira temporada de In Treatment foi, totalmente esnobada, e com ela se foi a vencedora de dois anos antes, Dianne Wiest. A ganhadora recente, Cherry Jones por 24, causou choque ao decidir não se submeter nesse ano. E o que mais surpreendeu a todos: as duas atrizes de Grey's Anatomy, que vinham sendo indicadas juntas nos últimos quatro anos (Sandra Oh e Chandra Wilson), caíram em meio a uma temporada badaladíssima. Aliás, muitos dizem que Chandra Wilson poderia ter vencido pelo fim da sexta temporada, que há um atirador no hospital.
Rose Byrne (Damages) acabou sendo a única sobrevivente. A lista se completou com as esperadas Christine Baranski e Archie Panjabi por The Good Wife, Elisabeth Moss e Christina Hendricks por Mad Men, e Sharon Gless por Burn Notice. A indicação de Panjabi por si só já foi uma surpresa, muita gente apostava em atrizes como Chloë Sevigny por Big Love ou até mesmo Calista Flockhart por Brothers and Sisters. Pessoalmente, a performance deliciosa de Michelle Forbes pela segunda temporada de True Blood faz dela a minha coadjuvante favorita daquele ciclo. Muito se falou em Melissa Leo e Khandi Alexander por Treme, mas era uma série muito sem buzz para dar em algo.
Para a vitória meio que virou um consenso que uma das veteranas (Baranski ou Gless) venceria, muito mais pelo nome do que pelo trabalho. E existia também uma sensação que Hendricks podia se sair vitoriosa, mesmo sendo uma novata. Na verdade, até Elisabeth Moss era citada como possível vencedora, apenas Panjabi e Byrne não estavam nas apostas de ninguém. Na noite do Emmy, quando Archie foi anunciada vencedora, um dos maiores upsets recentes da categoria aconteceu. E para quem assistiu toda a primeira temporada de The Good Wife, a vitória poderia até ser surpresa, mas totalmente justa.
Meu Ranking:
domingo, 30 de maio de 2021
Melhor Atriz 1941 - Que vença a melhor Irmã!
É quase impossível falar de Joan Fontaine sem citar a sua irmã Olivia de Havilland. Com menos de dois anos de diferença entre o nascimento das duas, esse também foi o tempo que demorou para Fontaine entrar na indústria após a irmã. Para evitar ainda mais comparações, e aconselhada pela própria Olivia, Joan mudou seu sobrenome para Fontaine. Sempre com uma aparência frágil, Joan acabou se soterrando de papéis brandos que não a acrescentavam em nada, chegou a lançar cinco filmes em um mesmo ano.
Porém, foi se aproveitando dessas mesmas características que ela bateu Vivien Leigh, Susan Hayward e a própria irmã (entre outras!) para o cobiçado debut de Alfred Hitchcock no cinema americano, o clássico ''Rebecca'' (1940). O filme venceu a categoria máxima, mas Fontaine ficou apenas com a indicação. Mesmo após esse sucesso, Hitchock hesitou em escalar a atriz para seu novo filme, ''Suspicion'', o desejo dele era trazer a lendária atriz francesa Michèle Morgan para Hollywood, mas o hype de Fontaine estava alto demais, e ela acabou conseguindo o papel.
Na noite da premiação, poucos meses após o Japão (país que as duas irmãs nasceram) ter bombardeado Pearl Harbor, a atriz preferiu ficar em casa para se precaver. Olivia de Havilland, também indicada naquela noite por ''Hold Back the Dawn'', achou a atitude pavorosa, ligou para a irmã e insistiu que a mesma viesse para a cerimônia. Num ano que o dress code envolvia simplicidade por causa da guerra, Joan chegou num vestidinho preto que chamou bastante atenção. Na hora de sua vitória, ela afirma ter ficado paralisada ao vencer, que achou errado ganhar antes da irmã, que tinha muito mais garra na carreira que ela. Olivia teria gritado ''Nós vencemos!'', mas no discurso não houve qualquer sinal de agradecimento para a irmã da parte de Joan. O relacionamento das duas foi alvo de fofoca até o fim dos dias de ambas, muito se sabe que por décadas elas ainda se falaram, mas após os anos 70, com o falecimento da mãe, elas pouco devem ter se visto. Na história do Oscar, elas permanecem como as únicas irmãs a ganharem a categoria de Melhor Atriz.
É altamente aceito que essa vitória de Fontaine veio como um prêmio de consolação após perder por ''Rebecca'' no ano anterior. A outra ''favorita'' da noite era Bette Davis por seu papel em ''The Little Foxes'', a atriz tinha sido presidente da Academia uns meses antes e fez um bom lobby pela vitória, mas tendo vencido duas vezes bem recente, a atriz saiu sem nada. Aliás, não só ela, o próprio filme teve o recorde da época de mais derrota, nove. As outras indicadas: Greer Garson em ''Blossoms in the Dust'' e Barbara Stanwyck em ''Ball of Fire'', nenhuma das duas teve muita chance, e em um ano bem fechadinho, não existiu uma grande esnobada. A mais próxima disso? Vivien Leigh em ''That Hamilton Woman'' em uma atuação elogiada num filme que conseguiu 4 indicações ao Oscar.
Agora ao que importa, segue o meu ranking:
segunda-feira, 24 de maio de 2021
Emmy - Melhor Atriz Drama 2001: Falco ataca novamente!
Até pela natureza de seu programa, seria problemático pedir muito de Marg
Helgenberger em ‘’CSI’’. A vencedora prévia do Emmy, em coadjuvante em drama nos anos 90, tem poucos traços de construção dramática pra detetive
Catherine Willows, o episódio mesmo focando na morte de uma criança de seis
anos de idade que Catherine se apega, não entrega nada do ponto de vista de
atuação para a mesma.
Ela divide o episódio com um caso surreal envolvendo sangue e animais, então quando aparece em cena é mais fazendo perguntas científicas ou dizendo umas frases baratas pra um possível suspeito. Ela tem um pequeno brilho no fim da trama, mas nada que justifique uma indicação ao maior prêmio da televisão. Porém, os tempos eram outros e séries como CSI eram consideradas o suprassumo da tv, feliz em saber que não vivemos mais essa era.
O que chama atenção nessa atuação de Falco é a forma quase meditativa
com que Carmela vai sendo deixada de lada pelos personagens ao seu redor. Como
uma dona de casa é compreensível que Carmela tente ajudar a sua família
sempre, mas quando deixada de lado, como ela deveria agir?
Edie Falco encontra uma espécie de vazio que vem num crescente durante todo o episódio, você consegue ver aos pouco a personagem ‘’definhando’’ por causa das ações feita pelo marido e filhos, isso vai se impregnando no rosto, e até, no corpo de Carmela. A forma como Falco reage a um suposto ‘’arranjo’’ entre Tony e Carmela vindo da própria filha por si só já é um assombro. A própria cena final, quase filmada de costas é tão brilhante quanto. Mas nada te prepara para a consulta de Carmela a um psiquiatra, ela precisa ser confrontada sobre suas escolhas e desaba. E, enquanto espectador, você vai junto pela abertura tão real que Falco permite fazer com sua personagem naquele momento.
Dito isso, essas duas atuações deveriam ter sido, obrigatoriamente, indicadas esse ano. São elas:






































