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sexta-feira, 16 de julho de 2021

Emmy - Melhor Atriz Comédia 2003: Finalmente, Grace!

 


Apesar de todos os esforços de prêmios como o Globo de Ouro e o TCA, Bonnie Hunt não conseguiu adentrar a line-up de 2003 daquele Emmy pela sua aclamada série ''Life with Bonnie''. Mas não foi algo diretamente contra ela, a categoria desse ano foi exatamente igual a de 2002, a única vez que todas as indicadas de um ano foram exatamente as mesmas do anterior nos anos 2000. Logo, retornaram a vencedora prévia Jennifer Aniston pela nona de ''Friends'', Jane Kaczmareck pela quarta de ''Malcolm in the Middle'', Debra Messing pela quinta de ''Will & Grace'', Sarah Jessica Parker também em uma quinta temporada (''Sex and the City''), e Patricia Heaton pela sétima de ''Everybody Loves Raymond''.

A favorita na noite era Patricia Heaton, com duas estatuetas pela personagem, em um ano que o buzz de ''Raymond'' estava estratosférico, algumas pessoas também acreditavam que Jane Kaczmareck podia vencer. Porém, a cena final do episódio de submissão de Messing deve ter feito os votos pensarem diferente e premiá-la, até então a única do quarteto sem vitória. Messing revelou anos depois que ela já tinha desistido de ganhar. Com essa vitória, ''Will & Grace'' se igualou a ''All in the Family'' e ''The Golden Girls'' como únicas séries que todos os atores do elenco venceram o Emmy.

Abaixo, meu ranking:


5º Lugar: Sarah Jessica Parker - Sex and the City ("Anchors Away")

Parker é um poço de carisma como Carrie, e mesmo que eu entenda que nesse episódio ela escolha por pequenas partes engraçadas ou fofas, ao invés de um arco em si, não é das suas melhores submissões. É mais um ode a cidade de Nova York, com Carrie passando por algumas situações bem legais, mas sem nunca ter uma grande cena, ou até mesmo algo marcante. O momento final com o marinheiro é uma cena doce e bem feita, mas não consigo colocá-la muito acima da competição.


4º Lugar: Jennifer Aniston - Friends ("The One Where Monica Sings")

Aparentemente estava na moda de 2003 submeter episódios cômicos com os últimos minutos dramáticos. Igual a Messing, mas com menos profundidade, Aniston passa a maior parte de seu episódio, digamos, ''ofuscada''. Ela tem um momento legal fingindo estar gripada, mas passa rápido. O grande destaque é mesmo a discussão final com Ross que leva ao rompimento da decisão de morar juntos.

Aniston nunca chega a ir 100% no drama, mas existe uma série muito boa na forma como ela constrói o momento com Schwimmer. É quase como se víssemos um pouco do que seria Rachel Green em uma série dramática. E nos lembra que Aniston não é atriz de um truque só.


3º Lugar: Jane Kaczmarek - Malcolm in the Middle ("Baby")

Fiquei um pouco na dúvida sobre o que achar dessa submissão de Kaczmarek, meio que no meio termo e por isso ela ficou nessa posição. Nem sempre um episódio de nascimento é algo bom (Sofia Vergara em ''Modern Family'' me vem a mente), mas não é como se esse episódio tivesse sido ruim. É dividido em duas partes, na primeira o destaque é totalmente para Cloris Leachman, maravilhosa como a pior avó do mundo.

Na segunda, quando realmente vai acontecer o nascimento, é a hora de Kaczmarek brilhar. As vezes eu sinto que a situação toda do episódio resumo em ter apenas cenas dela gritando, mas dado que ela se aperfeiçoou na forma de trabalhar a expressão facial com maestria e você realmente acaba torcendo para que tudo dê certo, e muito graças a Kaczmarek, existem elogios a serem feitos aqui. Óbvio, que ela também se beneficia de submissões não tão boas de Aniston e Parker.


2º Lugar: Patricia Heaton - Everybody Loves Raymond ("Baggage")

Nada como um bom e velho episódio de sitcom da forma mais clássica possível. Todos os 20 e poucos minutos do episódios são sobre uma bagagem que nem Raymond ou Debra levaram pro quarto, deixando ela na escada. Logo no começo a Heaton lida isso de forma normal, mas quando ela explode, revelando que não aguenta mais aquela mala enorme parada na escada, você já começa a rir e não para mais.

Sua cena com Marie é fofa, mas nada te prepara pra o embate final com Raymond. Não só a língua ferina de Heaton está ''on fire'', mas tem uma cena final (foto) com a mala envolvendo comédia física que é genial e me fez gargalhar como nenhuma outra submissão desse ano.


1º Lugar: Debra Messing - Will & Grace ("The Kid Stays Out of the Picture")

Grace e Will decidiram que vão ter um filho, mas Grace começa a se encontrar com um cara as escondidas, quando o dia da inseminação se aproxima, Grace decide que quer um tempo para ver como as coisas vão seguir com esse potencial namorado. A forma como o episódio desenrola isso é surreal porque você não imagina que o tom vai mudar do nada, mas ele muda.

E com isso, a cena da briga entre Will e Grace se torna algo próximo de um drama dos anos 2000 que mostra a força desses dois atores em algo completamente diferente do que você está acostumado. Logo no começo do episódio tem um momento muito engraçado do beijo entre Grace e o cara, ai a Messing também um beijão maravilhoso na Karen e tudo isso mostra essa faceta cômica da atriz. Quando lidamos com ela jogando as verdades na cara do Will, e recebemos outras de volta, é como se fosse outra atriz. Eu vi essa cena anos atrás e nunca esqueci, revendo agora entendi o porque. Sensacional.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Emmy - Melhor Atriz Comédia 2001: De Volta para o Passado

 


As indicações de 2001 são bem tranquilas, sem nenhum grande choque. Interessante pontuar que 4 das 5 indicadas também tiveram suas séries nomeadas na categoria máxima. A vencedora prévia Patricia Heaton por ''Everybody Loves Raymond'', Sarah Jessica Parker pelo fenômeno que foi a terceira temporada de ''Sex and the City'', a queridinha da crítica Jane Kaczmareck por ''Malcolm in the Middle'' e Debra Messing por um episódio que a aclamou em ''Will & Grace''. 

Sem grandes esnobadas, cai Jenna Elfman por ''Dharma & Greg'' e volta uma revigorada e elogiada Calista Flockhart pela quarta temporada de ''Ally McBeal''. A vitória da noite era dita, especialmente, para Jane Kaczmarek, que possuía uma submissão de flashback muito boa e estava em uma temporada muito aclamada de ''Malcolm''. A runner-up da categoria era Debra Messing, que também enviou um episódio de flashback, que recebeu a ela elogios fartos, além de ser um episódio duplo. Erick McCormack viria a vencer pela mesma submissão, mas Messing (e Kaczmareck) perderam pra um repeteco de Patricia Heaton. Ninguém entendeu muito bem, e a categoria não veria uma nova vitória repetida em mais de uma década, até Julia Louis-Dreyfus vencer seis vezes seguidas por ''Veep''.

Abaixo, meu ranking:


5º Lugar: Patricia Heaton - Everybody Loves Raymond ("The Canister")

Heaton nesse papel é algo que eu acho naturalmente engraçada. Debra tá sempre no mais alto nível de stress, gritando, com raiva, e ela faz isso se tornar a coisa mais risível do mundo. Aqui ela precisa lidar com o fato de que algo que ela falou pra sogra, na verdade era mentira. E como resolver isso sem ser pega no erro?

A submissão acaba sendo bem divertida, mas ao contrário de ''Bad Moon Rising'' do ano anterior, Debra não é o grande destaque do elenco. As cenas com comédia física de Raymond e Robert, junto do final com Frank, acabam ofuscando o trabalho de Heaton. Que está bem, mas não acima das demais.


4º Lugar: Sarah Jessica Parker - Sex and the City ("Don't Ask, Don't Tell")

Parker estava em seu melhor momento na terceira temporada de ''Sex'', a personagem não só está muito mais centralizada, mas ela começa a criar arcos belíssimos com os romances que circundam sua vida. Nesse episódio, que é o casamento de uma das amigas, Parker precisa lidar com a culpa de uma traição ocorrida durante seu namoro atual. É uma submissão muito madura e que difere bastante das demais concorrentes, mais do que em qualquer outro ano.

Focada na dramaticidade, vemos uma Parker muito talhada para os momentos mais pesados de Carrie, com direito a um cenão na frente da igreja. Porém, não é só ai onde ela brilha, a dúvida que a corrói o episódio todo é muito bem externalizada por Parker e causa uma quase comoção com o espectador. Além, da cena muito terna entre Carrie e Charlotte, mostrando essa sabedoria que a personagem passa tão bem e que Parker faz parecer tão fácil. Porém, é de se pontuar que em uma categoria de comédia, realmente não há risadas.


3º Lugar: Calista Flockhart - Ally McBeal ("Falling Up")

Dúvidas, incertezas, alucinações e muita saudades. É assim que Ally precisa passar os mais de 40 minutos de seu episódio, sem saber com o que está lidando, e logo como deveria lidar. De alguma forma, é como se Parker e Flockhart estivessem ligadas, não só suas séries não são sitcoms clássicas, mas elas estão tendo que dialogar com a mesma prática. Até cena dando conselho amoroso para um coadjuvante proeminente elas tem.

E eu sinto que Calista faz essa internalização um pouco superior a Parker, não como demérito de ninguém (a categoria está forte no geral), mas é porque toda a neurose de Ally é muito sinérgica com a esquisitice que aquele ambiente representa, e são as feições sempre mais ''fortes'' de Calista que traduzem isso para mim. Talvez com outra atriz eu nunca compraria Ally McBeal, mas esse calor tão forte de Flockhart é o que torna a personagem não só muito crível, mas absolutamente humana.


2º Lugar: Jane Kaczmarek - Malcolm in the Middle ("Flashback")

Que episódio, meus amigos. Super over, lindo e com o coração tão no lugar certo que eu nem tenho o que falar. É sobre como Lois e Hal, no fim das contas, se amam. No presente eles discutem sobre um possível quinto filho, nos flashbacks vemos o nascimento das quatro crianças anteriores. É uma loucura.

E essa loucura só é possível de soar crível graças ao comprometimento de Kaczmarek com sua personagem e todo aquele mundo. Em cada um dos nascimentos, é como se Lois fosse surtando um pouco mais, e as caras e bocas de Jane são maravilhosas demais de se assistir, o momento que ela força o segundo filho a nascer por si só já merecia a vitória. E, no fim, ainda somos recompensados com uma cena bem tocante entre o casal. Incrível, de fato.


1º Lugar: Debra Messing - Will & Grace ("Lows in the Mid-Eighties")

Me parte o coração não colocar Kaczmareck em #1, mas não tem como não amar Messing nesse episódio da série. É um flashback para quando Will se assumiu gay, é o melhor episódio que eu já vi da série e eu amo cada minuto dele. Imagina você conhecer uma personagem por mais de 50 episódios, ai vem um flashback e mostra como ele era 15 anos antes? É uma delícia, e a Debra Messing brinca com todos os maneirismos que a gente conhece da Grace para compor o episódio (duplo!).

Ela exacerba em todas as áreas, desde as expressões até o tom de voz altíssimo, tudo é elevado a potência que fica a cara dos anos 80, junta isso a uma caracterização impecável e um bate-bola sensacional entre ela e o McCormack, e não tem para onde ir, é comédia pura e perfeita. E a cereja no bolo é uma rápida, mas tocante, cena dramática nos dias atuais onde vemos uma versatilidade palpável de Messing, incrível.

sábado, 26 de junho de 2021

Emmy - Melhor Atriz Comédia 2000: Todo Mundo Ama as Mães

 


O fim do reinado de Helen Hunt criava um vácuo fortíssimo no Emmy de 2000, não só pela vitória certa de uma nova pessoa após quatro anos seguidos de Hunt, mas porque isso incluiria uma cara nova nas indicadas em si. O que ninguém esperava, talvez só alguns, é que a tão criticada terceira de ''Ally McBeall'' receberia apenas 3 indicações, caindo de categorias centrais como Atriz e Série, que tinha vencido no ano anterior.

Com isso, voltavam a categoria Jenna Elfman (''Dharma & Greg''), Sarah Jessica Parker (''Sex and the City'') e Patricia Heaton (''Everybody Loves Raymond''). Se demorou três temporadas para ''Raymond'' engatar no Emmy, só precisou de duas para ''Will & Grace'' virar um fenômeno, e com isso a indicação de Debra Messing.  A última vaga da categoria não era surpresa para ninguém, ''Malcolm in the Middle'' foi uma sensação da noite para o dia e a performance de Jane Kaczmarek era um dos centros de elogio da série, ela até venceu o TCA naquele ano, ela viria a ser indicada por todas as temporadas da série no Emmy, sem nunca ganhar. 

A inclusão de Heather Locklear, recém saída de ''Melrose Place'', em ''Spin City'' foi muito falada na época, mas a série nunca foi muito abraçada no Emmy para além de Michael J. Fox. Outra candidata com chances naquela corrida era uma não tão conhecida Felicity Huffman. A atriz estrelava ''Sports Night'', série de Aaron Sorkin, mas o projeto foi cancelado e, embora tenha conseguido entrar em outras categorias (inclusive em ''Guest'' com seu marido H. Macy), a loira só conseguiria a indicação no meio dos anos 2000, com outra série.

A vitória era esperada entre Kaczmarek ou Heaton, as duas com os papéis bem arquetípicos de ''mãe'' em performances amadas de séries bem badalas. No fim, a força de ''Raymond'', que viria a vencer 10 Emmys para seu elenco principal, deu a vitória a Heaton.

Abaixo, meu ranking (de uma ótima seleção):


5º Lugar: Jane Kaczmarek - Malcolm in the Middle ("Red Dress")

Kaczmarek já tem aquela cara de excêntrica mesmo sem fazer nada, nesse papel cai como uma luva. Não só para Lois em si, mas para a ambientação que a série quer causar. Nesse episódio, ela acredita que um dos filhos queimou o vestido que ela tanto ama e resolve aterrorizar as crianças para descobrir quem foi.

É uma submissão respeitável, um bom tempo de tela, tem momentos bem engraçados e uma percepção final bem fofinha. Infelizmente, a outra trama do episódio, com o Bryan Cranston, chama muita atenção e meio que ofusca, mas só um pouco, a Kaczmarek.


4º Lugar: Jenna Elfman - Dharma & Greg ("Lawyers, Beer, and Money")

É engraçado ver as tramas de sitcoms antigas, nesse episódio o Greg não aceita que a mulher lhe compre um presente ou pague uma conta de restaurante. Tudo isso envelheceria mal, mas o texto tenta contornar essa masculinidade frágil, e conta com a graça de Elfman para isso.

A Dharma de Elfman sempre fica no limiar do insano e do real, é um tipo de atuação que dialoga bem com o formato da série, mas que pode afastar que nem gosta dessa forma de comédia. Aqui ela até dança com uma cobra, então uma coisa que você não pode negar é o comprometimento da atriz com a personagem. Além disso, Elfman tem uma cena semi dramática que é bem boa, seja pela surpresa dela surgir no meio de tudo aquilo, como pelo fato da mesma executá-la bem.


3º Lugar: Sarah Jessica Parker - Sex and the City (''Ex and the City'')

Eu comecei o episódio acreditando que Parker seria, mais uma vez, prejudicada pelo formato de sua série. Não por ser uma comédia diferente, mas por Carrie viver arcos maiores do que atrizes da época, que faziam tudo em um episódio só de sitcom. Ledo enganado, na finale da segunda temporada, Carrie descobre que seu amor, Mr. Big, não só está com outra, mas também noivou.

Essa situação leva a dois momentos incríveis de Parker, não necessariamente engraçados, mas muito reais e fortes. A cena do restaurante é um surto de veia dramática com alguns detalhes de humor físico e uma pitada final que te faz soltar uma gargalhada. Tudo isso é finalizado com a cena que fecha a temporada, honesta e poderosa, quando percebemos o quanto Carrie evoluiu, assim como Sarah Jessica no papel. 


2º Debra Messing - Will & Grace (''Das Boob'')

Em algum momento da série, alguma crítica disse que Messing precisava parar de tentar ser Lucille Ball. Bom, nesse episódio em que Grace usa um sutiã com preenchimento (feito com água!), ela está Lucille até o talo.

Messing passa a primeira parte do episódio sem muita graça, mas uma vez que ela coloca o ''prop'', é comédia física da mais alta qualidade. Utilizar o corpo para extrair comicidade é ''clown 101'' e Messing faz isso com a destreza de quem conhece seu ofício. Se como um todo eu prefiro Heaton, a cena do champanha é a que mais me fez rir na seleção toda.


1º Lugar: Patricia Heaton - Everybody Loves Raymond (''Bad Moon Rising'')

Essa submissão de Heaton é o paraíso das tapes de comédia. Dentro da perspectiva de assistir esse episódio em 2021 ainda se mantém muito engraçada, isso sendo exibido duas décadas atrás, não dá nem para imaginar. É um episódio sobre ''aqueles dias'' das mulheres, só disso você já entende de onde vem a comédia.

Na verdade, ao invés de focar só no texto, as ''alterações de humor'' de Debra são o auge do episódio. Não só Heaton consegue falar com comicidade e rapidez todo seu texto, mas ela precisa mudar suas emoções, jeitos e expressões com muita rapidez. É sitcom em seu momento mais clássico, e não tem uma só cena (e Heaton está em 95% do episódio) que a atriz não aproveite. Além disso, a química dela com Ray Romano é tão perfeita que o meu desejo era premiar os dois, ele também mandou esse episódio, mas perdeu.


segunda-feira, 21 de junho de 2021

Emmy - Melhor Atriz Comédia 1999: Mad About HER!

 


Os anos 90 nessa categoria se divide entre o momento ''Murphy Brown'' e o momento ''Mad About You''. Das 10 corridas da década, apenas 2 não foram vencidas por Candice Bergen ou Helen Hunt, que foram as vitórias de Kirstie Alley e Roseanne Bar, engraçado o fato de ambas serem republicanas ferrenhas. Porém, colocado isso de lado, as indicadas daquele ano não foram surpreendentes.

Helen Hunt (''Mad About You''), Jenna Elfman (''Dharma & Greg'') e Calista Flockhart (''Ally McBeal'') retornaram como previsto. ''Ellen'' foi cancelada, impedindo a volta de DeGeneres. Tanto Kirstie Alley (por ''Veronica's Closet'', não ''Cheers'') quanto Patricia Richardson por ''Home Improvement'' foram esnobadas. A sensação que foi ''Sex and the City'' faz impossível Sarah Jessica Parker ser esnobada, ela se torna a primeira indicada da HBO na categoria e apenas a segunda de um canal a cabo. A última vaga acabou ficando para Patricia Heaton, na terceira temporada de ''Everybody Loves Raymond'', que teve uma certa explosão com o Emmy nesse ano e continuaria até o fim da série.

Com certeza a esnobada mais comentada daquela corrida foi Laura San Giacomo, protagonista de ''Just Shoot Me!''. A série indicou dois atores coadjuvantes, roteiro e ela tinha sido indicada no começo do ano ao Globo de Ouro, mas não deu. Christina Applegate em ''Jesse'' também foi muito comentada, especialmente por ser a primeira série pós ''Married with... Children'' da atriz, uma série que o Emmy nunca abraçou.

Na noite do Emmy, existiam pessoas que acreditavam na vitória de Flockhart mais pela derrota vexatória do ano anterior do que por qualquer outro motivo. Mas a grande maioria sabia que a ''series finale'' de uma hora de ''Mad About You'' iria selar a quarta vitória seguida de Hunt como Jamie Buchman. No fim, as coisas saíram como o esperado.

Abaixo, meu ranking:


5º Lugar: Patricia Heaton - Everybody Loves Raymond ("Be Nice")

Heaton dialoga muito com Elfman, que está mais acima no ranking. Ambas fazem o papel de ''esposa'' de uma sitcom clássica em uma trama bem definida. Aqui, Debra e Ray decidem serem mais ''gentis'' uns com os outros, visto que o casal lida diariamente com farpas trocadas.

Heaton entende bem sua personagem, mesmo que ela não seja o indivíduo mais especial do mundo, ela é ótima com expressões faciais e, genuinamente, é uma atriz engraçada. Porém, como aconteceu em outra submissão anos após, sinto que Ray Raymond, nessa vibe ''Pateta'' de seu personagem, acaba ofuscando todas as cenas com ela. Por isso, e só por isso, ela é meu último lugar aqui.


4º Lugar: Sarah Jessica Parker - Sex and the City (''The Drought'')

Vai ser sempre difícil para Parker superar concorrentes quando ela não está no mesmo estilo de série das competidoras, nem sempre ''Sex'' tira milhares de piadas da cartola, e a maioria não acaba na boca de Carrie. Nesse episódio, que fala da falta de sexo, Mrs. Bradshaw precisa lidar com o fato de que ela e Mr. Big não transam tem alguns dias.

Sarah é uma atriz muito talhada para a Carrie, enquanto as demais estão entendendo seus personagens, ela já o possuí de corpo e alma. Em algumas cenas ela quase tenta invocar uma comédia física aqui ou acolá, como a cena da luta de boxe na casa de Big, mas nada que salte tanto os olhos. Parker ficou conhecida por ser bem ruim em submeter episódios, veremos se é a verdade.


3º Lugar: Jenna Elfman - Dharma & Greg ("Are You Ready for Some Football?")

Uma sitcom clássica em um episódio a cara dos anos 90. Nele, Dharma começa a se apaixonar por futebol e escala rapidamente para uma completa OBSESSÃO. Um marido que estava adorando a situação, rapidamente se vê tendo que aguentar algo que ele não esperava.

A forma como Elfman lida com a comédia não quebra barreiras, mas ela está 100% comprometida com aquela personagem e, especialmente, com aquela situação. Os roteiristas não economizam nas piadas e nas situações mais bizarras, como essa cena dos chapéus que é maravilhosa. Em algum momento perto do fim a piada perde um pouco a graça, mas até lá você já riu o suficiente da situação toda.


2º Lugar: Calista Flockhart - Ally McBeal ("Sideshow")

''Ally McBeal'' é um show... diferente. As estranhezas que as escolhas estéticas provocam, mesmo em 2021, são alguns aspectos que podem afastar um espectador da série. Porém, essa singularidade também é o traço mais chamativo da produção. Flockhart entende que os gêneros de sua série não estão 100% alinhados de um só lado, ela faz comédia, mas também faz drama. E nesse episódio, tem muito drama.

Ally beijou Billy, que é casado com uma colega de escritório, e precisa enfrentar seus sentimentos sobre tudo isso. Para isso, ela vai no consultório de sua terapeuta (uma fabulosa Tracey Ullman) e disseca a si mesma da forma mais engraçada e dolorosa possível. Calista começa o episódio nas piadas e, ao fim, está metralhando tantas palavras por segundo que parece que é uma série de Aaron Sorkin. Sua cena final, um confronto sobre amor e relacionamento com Billy é um belíssimo exemplo de como Flockhart é, acima de tudo, Ally de corpo e alma.


1º Lugar: Helen Hunt - Mad About You ("The Final Frontier")

É impossível não sentir um certo impacto já no começo do episódio quando os créditos te informam que Helen Hunt é uma das responsáveis pelo roteiro, assim como é quem dirige essa ''series finale'' dupla de Mad About You. Dito isso, Hunt interpreta a personagem em diversos anos diferentes já que as cenas se passam em 1999, 2005, 2011, e até 2021.

E se Hunt não é a melhor em fazer comédia, nessa seleção é a melhor atriz, de longe. Ela não nos ganha pelo riso, mas pela sinceridade como ela entende Jamie. E nisso, as lágrimas tem o mesmo poder de uma gargalhada. Com um roteiro irretocável, é muito difícil não torcer, ficar emocionado e querer tudo de mais lindo para Paul e Jamie. Linda. Lindos.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Emmy - Melhor Atriz Comédia 2002


A corrida do Emmy de Melhor Atriz em Comédia de 2002 foi um evento. O maior motivo disso está na mudança que o elenco de ''Friends'' resolveu fazer na premiação. Eles todos se submetiam como coadjuvantes, mas a partir dessa (8ª) temporada, todos resolveram ir como protagonistas. Se isso foi um negócio ruim para Lisa Kudrow, que nunca foi realmente protagonista da série, acabou sendo ótimo para Matt LeBlanc e Matthew Perry, que receberam indicações pela primeira vez. 

Melhor ainda foi para Jennifer Aniston, que era, claramente, o ''rosto'' do show, ela não só entrou na categoria, como tinha toda uma trama para vencer. ''Ally McBeal'' em seu último ano não estava muito bem das pernas, então nem foi difícil para a grande estrela da televisão americana derrubar Calista Flockhart dentre as indicadas. As outras quatro concorrentes já tinham sido indicadas no ano anterior.

Com toda a trama da gravidez, o auge de ''Friends'' na audiência (e para a crítica), a explosão no cinema (e na vida pessoal), era impossível alguém bater Aniston naquele ano. Quando ela confirmou a submissão perfeita que tinha em mãos, a situação só se confirmou.

Tendo dito isso, vejamos o ranking pessoal daquela corrida:


5º Lugar: Jane Kaczmarek - Malcolm in the Middle ("Poker")

''Malcolm in the Middle'' é uma das séries que pretendo ver completa algum dia, é muito singular em relação a tudo que foi feito na época. Tendo dito isso, muitos acreditam que Jane Kaczmarek deveria ter se submetido em coadjuvante, não só por ela não ser protagonista em si da série, mas porque ela realmente teria mais chances lá. 

Essa submissão, ''Poker'', mostra bem que Jane não era, exatamente, o centro da série. Ausente por quase todo episódio, Jane só vai ter realmente um momento engraçado nos minutos finais do mesmo, algo que dura em torno de 20 segundos. E, embora divertida, é Bryan Cranston como seu marido Hal quem manda no episódio, e que deveria ter saído vitorioso por ele.


4º Lugar: Patricia Heaton - Everybody Loves Raymond (''A Vote for Debra'')

Nesse episódio de ''Everybody Loves Raymond'', Debra decide se candidatar a um cargo escolar. Parece o episódio perfeito para submeter para a personagem, correto? Sim. Porém, não é. 

Patricia Heaton meio que interpreta o arquétipo do ''straight man'' em ''Raymond'', o tipo de papel em que o ator é mais sério em meio a arquétipos/tipos mais diferentes. Tudo bem que esse tipo rendeu Emmys a pessoas como Julie Bowen, mas deixou outras, como Courtney Cox sem sequer uma indicação. 

Aqui, embora esforçada, e tendo um momento muito bom que ela aparenta tentar falar o máximo de palavras possíveis por segundo, a atriz não consegue se destacar mais que seu marido cênico, o excelente Ray Romano. Quase como um ''Pateta'' humano, Ray brilha com suas expressões farsescas e piadas de canto de boca. Era para ser um show de Heaton, e ela até tenta, mas aqui acabou ficou de assistente.


3º Lugar: Sarah Jessica Parker - Sex and the City ("The Real Me")

Não consigo nem imaginar os votantes do Emmy comparando ''Sex and the City'' com as sitcoms da época. Seja a escolha narrativa, estéticas e, especialmente, de atuação, tudo salta aos olhos por ser tão diferente. E em ''The Real Me'' a coisa não muda de figura. Tudo bem que alguns comentários de roteiro não envelheceram bem, mas é um episódio muito bem dirigido (vencedor do Emmy na categoria!) e sobre auto conhecimento, especialmente de Carrie. 

É uma jornada bem delineada e montada com todo o cuidado para que possamos entender o que Bradshaw está passando. Ela precisa aceitar ou não estar numa posição a qual ela só está acostumada a  admirar, isso gera um misto de medo e dúvida que qualquer ser humano acabaria por ter se colocado em seu lugar. E é isso que torna a personagem tão verdadeira, e muito disso vem da graça e destreza que Sarah Jessica Parker tem em cena. É muito confortável como ela lida com tudo, como sua presença faz você questionar se Sarah, na verdade, não é mesmo a própria Carrie.

Se não é uma atuação para se gargalhar, é belíssima de se assistir. E sim, tem seus momentos engraçados.


2º Lugar: Debra Messing - Will & Grace ("Bed, Bath, and Beyond")

Um episódio que tinha tudo para deixar Grace quase insuportável, na verdade, se transforma em um misto de sorrisos e lágrimas como poucas séries conseguem oferecer de forma honesta. A forma como Debra Messing poderia ser apenas uma grande chorona em cena por quase todo o episódio, mas ela prefere tirar o melhor do ''over'' apresentado para a situação é, por si só, muito inteligente. 

Que ela tenha um o momento final tão sincero e humano, quase que uma quebra daquele mundo, ao ponto que isso dinamiza quem Grace é como personagem, é quase brilhante. E repito: isso só ocorre porque Messing entrega tudo com muita sabedoria. Um ano depois, em um momento ainda mais verdadeiro (e realmente dramático!) ela ganharia seu Emmy. E se tivesse vencido aqui, teria sido muito merecido.


1º Lugar: Jennifer Aniston - Friends ("The One Where Rachel Has a Baby")

A trama da gravidez de Aniston foi tão evento naquele ano, mas de forma muito merecida. É um dos ápices dos roteiristas de ''Friends'' e culmina em uma season finale dupla de excelente qualidade. Episódios com personagens dando a luz geralmente acabam resultando em Emmys, como é caso de vencedoras prévias como Candice Bergen e Helen Hunt, e nesse caso específico, não tinha como ser diferente. 

Com o beneficio de ter o dobro de tempo de tela em relação as suas concorrentes, Aniston mergulha em uma enorme montanha russa de emoções. É uma crescente de momentos delineados pelo temperamento de Rachel, expressos perfeitamente por Jennifer. Se no primeiro episódio os níveis de estresse, ansiedade e impaciência definem a personagem, no segundo temos o turbilhão para o parto acontecer. Gritar e fazer careca não significa boa atuação, mas Aniston entende o tom cômico de traduzir uma boa piada em trabalho de parto. 

Só que é a forma como finalizam o episódio que fecha tudo com chave de ouro. De maneira sútil e emocionante, a atriz nos conduz para seu amor para com o bebê que acaba de nascer e suas visões para o amor. É uma jornada bonita de ver, guiada pela performance generosa, divertida e única de Jennifer Aniston para com Rachel Green.

terça-feira, 27 de abril de 2021

Emmy - Melhor Atriz Comédia 1991


Provando que o Emmy não gosta de inovar, as cinco indicadas desse ano foram exatamente as MESMAS do ano anterior. Eu imagino que o episódio de Candice Bergen foi um evento na época, mas ela não é, exatamente, o maior destaque do mesmo. Então, dada a popularidade de ''Cheers'', uma vitória de Kirstie Alley não pode ter sido assim, uma surpresa tão grande.

Porém, pelo que pude ver desses episódios de ''Designing Women'', é uma pena que Dixie Carter nunca foi indicada pela série, ela está maravilhosa no papel. Aqui meu ranking das indicadas:


-- Blair Brown - The Days and Nights of Molly Dodd

Como citado anteriormente, até mesmo pela própria atriz, ''Molly Dodd'' entrou num limbo por causa dos direitos autorais das canções utilizadas na série e não existe hoje em lugar algum. É triste, pois foi uma das primeiras séries de canais a cabo (Lifetime) a ser indicada ao Emmy e sabemos que Blair enviou "Here's a Pregnant Pause" nesse ano.


4º Lugar: Delta Burke - Designing Women ("The Bachelor Auction")

O tanto que eu amei Delta ano passado, aqui gostei um pouco menos. Burke tem como trama um encontro (não-proposital) com um amigo que trabalha com ela, encontro esse que ela ''comprou'' naqueles eventos beneficentes que oferecem momentos com outras pessoas. 

O problema é que Dixie Carter e Meshach Taylor meio que ofuscam Delta no episódio, ela mais no começo, ele no final. Ali pelos momentos finais do episódio, Delta até tenta brilhar com um pouco de comédia física, mas não o suficiente para ser top 3 esse ano.


3º Lugar: Candice Bergen - Murphy Brown ("On Another Plane")

Em mais um episódio duplo (!), Murphy está em um avião prestes a cair. O primeiro episódio foca em momentos anteriores da vida dela, o segundo nela e o amigo Frank em um funeral deles, que ninguém pode vê-los.

Se nos primeiros vinte minutos, Bergen mal atua pois Murphy está mais nova e são outras atrizes no papel, nos minutos finais ela está ótima. Tem momentos para brilhar e volto a martelar a humanização de sua personagem como um dos pontos altos de ver esses episódios. Porém, ela sofre do mesmo mal de Delta Burke, sinto que Joe Regalbuto a ofusca com frequência e, por isso, ela fica com esse #3.


2º Lugar: Betty White - The Golden Girls (''Once, in St. Olaf'')

Em uma tape irretocável, White me conquistou demais como Rose nesse episódio de ''Golden Girls''. A personagem tem uma característica clássica de ser meio ''avoada'', quase que como uma pessoa inocente lidando com o meio, e aqui cai como uma luva.

Rose encontra seu pai biológico no hospital e tem muitos sentimentos perante tal situação. Então, esse aspecto ''ingênuo'' da personagem encaixa perfeitamente com a situação e White arrasa em todas as cenas. Ela, em especial, não perde nenhuma das (muitas) piadas e momentos cômicos jogados a ela, e ainda entrega um momento, genuinamente, fofo com o personagem de Don Ameche.


1º Lugar: Kirstie Alley - Cheers ("The Days of Wine and Neuroses")

Eu me peguei surpreendido com o caminho que esse episódio acabou tomando. Alley começa super tranquila, mega sóbria (literalmente) e finaliza ACABADA. É maravilhoso de assistir.

Em dúvida sobre o que fazer com sua vida agora que foi pedida em casamento, Rebecca, que parecia tão contente no começo do episódio, toma todas e tem os momentos mais hilários da categoria. Ao contracenar com Sam na metade final do episódio, a atriz utiliza menos humor físico e mais caras e bocas (com excelentes piadas!), mas funciona bem demais, eu não conseguia parar de rir e me deu muita vontade de acompanhar a série só por esse episódio. Mais um acerto do Emmy na categoria.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Emmy - Melhor Atriz Comédia 1990


Se a gente faz de drama, porque não fazer também de comédia, não é verdade? Essa é uma corrida que eu fiz uns meses atrás, mas acabei não escrevendo (não era a ideia), mas começar com as de drama me animou aqui também. Foi meu primeiro contato com várias dessas atrizes e séries e a experiência foi bem proveitosa.

Uma coisa interessante desse ano dentre as indicadas é que, pela primeira vez, apenas uma das ''Golden Girls'' (nesse caso, Betty White) foi indicada, isso iria ocorrer até o fim da série. Kirstie Alley, indicada dois anos antes, retorna a corrida. E a série ''Designing Women'' finalmente indica uma de duas protagonistas, Delta Burke. A outra nomeada é Blair Brown, uma das primeiras pessoas indicada por uma produção da televisão a cabo, lá em 1987.

A vitória da lendária Candice Bergen, a segunda de cinco no total, não é nada fora da caixinha. Meu ranking dos episódios enviados:


-- Blair Brown - The Days and Nights of Molly Dodd

Infelizmente, por causa de direitos autorais das canções utilizadas na série, ''Molly Dodd'' não está disponível em lugar algum. Para piorar, não sabemos o episódio enviado por Blair Brown nesse ano. Então, fica aqui só a foto da atriz para não deixar passar totalmente em branco.


4º Lugar: Betty White - The Golden Girls (''Rose Fights Back'')

Esse episódio é muito bom, fala sobre trabalho para pessoas na terceira idade e também para mulheres. Para algo feito em 1990, é altamente progressista. O tempo cômico de Betty White é perfeito, mas isso não é novidade para ninguém.

O que me faz colocar ela aqui e não mais acima é que sinto que faltou algo, é um bom momento para a personagem e White o faz com profissionalismo, mas sem algo realmente impressionante em nenhuma parte do episódio fica difícil ir além.


3º Lugar: Kirstie Alley - Cheers ("The Improbable Dream, Part 1")

Se Alley é hoje ''persona non-grata'' no meio artístico dado suas visões políticas republicanas, a sua inserção em ''Cheers'' foi um evento. Nesse episódio, Rebecca começa a ter sonhos sexuais com Sam (Ted Danson).

Isso permite que Alley trabalhe uma comédia física excelente em diversas cenas, ela realmente se entrega as ações e torna cada uma delas mais engraçada que a outra. Para completar, os outros momentos de Rebecca são recheados de piadas que funcionam o tempo todo. É um prazer assistir, de verdade.


2º Lugar: Delta Burke - Designing Women ("They Shoot Fat Women, Don't They?")

Sempre tive uma curiosidade considerável em assistir algo de ''Women'', depois de finalizar esse episódio o sentimento só aumentou. Tocando em um assunto que assombra mulheres por décadas, Suzanne (Delta) precisa lidar com seu corpo e a percepção dos demais ao redor dela. A personagem retorna para uma reunião da época de escola, quando era magra, e precisa ouvir os comentários mais maldosos e nojentos possíveis.

Me sinto quase traindo a categoria, mas como é sobre a PERFORMANCE, acho que está valendo. O momento mais bonito de Delta é muito emocionante, com zero intenção de ser engraçado, entregue com muita verdade e dor. Atuação muito bonita mesmo da atriz, que ressoa comigo até hoje, uma grata surpresa.


1º Lugar: Candice Bergen - Murphy Brown ("Brown Like Me")

Acho que após ver apenas um episódio de ''Murphy'', consegui entender o furacão Bergen no Emmy. Nesse episódio, a Murphy precisa lidar com os dois pais (que são separados) vivendo com ela por alguns dias porque ela irá receber o prêmio. A situação é um pesadelo, mas Brown (e por consequência, Bergen) arrasa em cada cena.

É como se Bergen utilizasse os melhores pontos da concorrência: tem comédia física, excelentes ''one-liners'' e muita verdade em cena. É um ser humano vivendo e respirando em sua total realidade na tela, isso encanta e torna tudo muito mais genuíno. É suficiente para justificar tantas vitórias? Não sei, mas essa em particular, com toda certeza é.